annister. Liberte o Duende.
Case Joffrey com a sua Sansa, Case vossa filha mais nova com
o Príncipe Tommen e seu herdeiro com Myrcella. Passarão
quatro anos até que o Príncipe Joffrey seja maior de idade. A
essa altura, ele o verá como um segundo pai, e se não o fizer,
bem... quatro anos é um tempo bastante longo, senhor.
Suficientemente longo para nos vermos livres de Lorde
Stannis. Então, se Joffrey se revelar problemático, nós
poderemos revelar seu pequeno segredo e colocar Lorde Renly
no trono.
- Nós? - Ned repetiu. Mindinho encolheu os ombros.
- Precisará de alguém para partilhar seus fardos. Asseguro-lhe
que meu preço será modesto.
- Seu preço - a voz de Ned era gelo. - Lorde Baelish, o que está
sugerindo é traição.
- Só se perdermos.
- Esquece-se - disse-lhe Ned -, esquece-se de Jon Arryn.
Esquece-se de Jory Cassei. E se esquece disto - desembainhou
o punhal e o pousou na mesa entre eles; um bocado de osso de
dragão e de aço valiriano, tão afiado como a diferença entre o
certo e o errado, entre a verdade e a mentira, entre a vida e a
morte. - Eles enviaram um homem para cortar a
garganta do meu f i lho, Lorde Baelish.
Mindinho suspirou.
- Temo que me tenha realmente esquecido, senhor. Peço-lhe
perdão. Por um momento não me lembrei de que estava
falando com um Stark - a boca torceu-se. - Será então Stannis
e a guerra?
- Não é uma escolha. Stannis é o herdeiro.
- Longe de mim entrar em disputa com o Lorde Protetor. Que
quer então de mim? Não é certamente a minha sabedoria.
- Farei o possível para esquecer a sua... sabedoria - disse Ned
com desagrado. - Chamei-o aqui para pedir a ajuda que
prometeu a Catelyn. É uma hora perigosa para todos nós.
Robert nomeou-me Protetor, é verdade, mas aos olhos do
mundo Joffrey é ainda seu filho e herdeiro. A rainha tem uma
dúzia de cavaleiros e uma centena de homens de armas que
farão tudo o que ordenar... o bastante para esmagar o que
resta da guarda de minha casa. E pelo que sei, seu irmão
Jaime pode bem vir a caminho de Porto Real neste mesmo
momento, à frente de uma tropa Lannister.
- E o senhor sem um exército - Mindinho brincou com o
punhal sobre a mesa, fazendo-o girar lentamente com o dedo.
- Pouco amor se perde entre Lorde Renly e os Lannister.
Bronze Yohn Royce, Sor Balon Swann, Sor Loras, a Senhora
Tanda, os gêmeos Redwyne... todos eles têm um séquito de
cavaleiros e soldados aqui na corte.
- Renly tem trinta homens na sua guarda pessoal, e os outros,
ainda menos. Não chega, mesmo se tivesse certeza de que
todos eles escolheriam aliar-se a mim. Tenho de controlar os
homens de manto dourado. A Patrulha da Cidade tem dois
mil homens que juraram defender o castelo, a cidade e a paz
do rei.
- Ah, mas quando a rainha proclamar um rei e outro Mão, de
quem será a paz que eles protegerão? - Lorde Petyr deu um
piparote no punhal, pondo-o a girar no mesmo lugar. Girou e
girou, oscilando enquanto rodopiava. Quando por fim
abrandou e parou, a ponta apontou para Mindinho. - Ora, aí
está a resposta - disse ele, sorrindo. - Seguirão o homem que
lhes paga - recostou-se e olhou diretamente para o rosto de
Ned, com os olhos cinza-esverdeados brilhantes de troça. -
Use sua honra como uma armadura, Stark. Julga que o
mantém a salvo, mas tudo o que ela faz é torná-lo pesado e
dificultar-lhe os movimentos. Olhe para você agora. Sabe por
que motivo me convocou a vir até aqui. Sabe o que quer me
pedir para fazer. Sabe que isso tem de ser feito... mas não é
honroso, por isso as palavras se prendem em sua garganta.
O pescoço de Ned estava rígido de tensão. Por um momento
ficou tão zangado que não teve suficiente confiança em si
próprio para falar.
Mindinho soltou uma gargalhada.
- Devia obrigá-lo a dizê-lo, mas seria uma crueldade... Por
isso, nada tema, meu bom senhor. Em nome do amor que
sinto por Catelyn, falarei com Janos Slynt agora mesmo e me
assegurarei de que a Patrulha da Cidade seja sua. Seis mil
peças de ouro deverão bastar. Um terço para o Comandante,
um terço para os oficiais, um terço para os homens. Talvez
conseguíssemos comprados por metade desse preço, mas
prefiro não arriscar - sorrindo, pegou o punhal e o ofereceu a
Ned, com o cabo para a frente.

Jon

Jon comia bolo de maçã e morcela de café da manhã quando
Samwell Tarly se deixou cair no banco.
- Fui chamado ao septo - Sam disse num sussurro excitado. -
Vão tirar-me do treino. Vou ser feito irmão com você.
Acredita?
- Não! E verdade?
- É verdade. Vou ajudar Meistre Aemon com a biblioteca e as
aves. Ele precisa de alguém que saiba ler e escrever cartas.
- Será bom nisso - disse Jon, sorrindo. Sam lançou em volta
uma olhadela ansiosa.
- Já está na hora? Não devo me atrasar, eles podem mudar de
idéia - mostrou-se bastante vigoroso quando atravessaram o
pátio salpicado de capim. O dia estava morno e ensolarado.
Regatos escorriam pelos lados da Muralha, e o gelo parecia
cintilar.
Dentro do septo, o grande cristal capturava a luz da manhã
que jorrava através da janela virada para o sul e a espalhava
num arco-íris pelo